WhatsApp

As mãos que fazem e a boca que profetiza e propaga no ato de tricotar, o afeto, o saber, o sonho, a emoção e a fantasia.

 

Quando criança ouvia muitas histórias de medo, causos que eram narrados pela minha mãe sempre nas noites chuvosas, quando relampeava e acabava a energia elétrica. Nesses momentos todos se juntavam na sala sob a luz de velas, era o clima perfeito para se ouvir e contar histórias. Minha mãe logo vinha com histórias de medo e assombração, dizendo realmente ter acontecido. Além de gostar de ouvir histórias e inventar muitas também, me achava parecida com o Bob, do desenho “O Fantástico Mundo de Bob”.  Na verdade me acho bem parecida até hoje!

Sou uma apaixonada por arte, e o teatro foi a primeira linguagem em que tive contato, e foi essencial para eu me entender e entender o mundo. A música também sempre me inspirou, pois adoro cantar. Quando criança um dos meus sonhos era ser cantora.

Uma vez, ouvi alguém dizer que o mundo seria muito melhor se seguíssemos a nossa vocação, as pessoas seriam mais felizes naquilo que fazem e, consequentemente, haveria mais paz e esperança.

Quando criança essa tal vocação realmente me apareceu, e era como sonhar, como flutuar em uma bolinha de sabão. Me sentia feliz quando cantava, e cantava muito no chuveiro. Adorava inventar histórias e fofocar. Ouvia constantemente que eu era muito dramática, e mesmo criança defendia as outras crianças, lutava para que todas pudessem ter o direito de brincar.  Como poderia eu não ser uma contadora de histórias? Segui a minha vocação!

O mundo muitas vezes quer nos distanciar de nossa verdadeira vocação, mas se nos reaproximarmos de nossos sonhos de criança, certamente estaremos colaborando para um mundo mais feliz.

 

Deixe o vento soprar sua história!  

                                                                                                              Ana Paula Gonçalves – Idealizadora

 

© Tricotando Palavras 2014 - Ana Paula - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por

Tech Souza